2017-02-10

Hello World - a nova revista para professores makers

A Fundação Raspberry Pi lançou recentemente um recurso gratuito para o ensino. Trata-se de uma revista com 100 páginas, a Hello World, criada com o objetivo de ajudar os professores na disseminação da computação física e digital aos jovens de todo o mundo.
A Hello World é escrita por professores, para professores e será editada três vezes por ano. No que concerne a conteúdos, a revista tem notícias, recursos educativos, estudos, e muitas outras coisas. Foi pensada (e é editada) para ser um recurso relevante a nível internacional, incluindo temas abrangentes, e pretende ser a plataforma de excelência para a comunidade educativa poder inspirar ideias, partilhar experiências e aprender colaborativamente.
A revista está disponível online no formato pdf para download. Eu já tenho a minha versão guardada no iBook e vou começar a ler... e tu? 😉



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2016-12-30

Um dia de férias diferente

Uma foto publicada por Vânia Ramos (@vania.p.ramos) a


Já passaram uns largos meses desde que tive oportunidade de estar rodeada de tantos meninos como estive há uns dias. Nos últimos tempos foi o mais parecido que tive com a minha sala de aula. E que saudades eu tenho dela... Foi na IBM Portugal, onde aproximadamente 40 crianças, com idades compreendidas entre os 6 e os 9 anos, passaram um dia de férias de Natal diferente do habitual.

Durante a manhã, a equipa da Science4You dinamizou 3 atividades que fizeram as delícias dos pequenos (e dos graúdos!). Como se usa a pipeta de Pasteur? Para que serve o gobelé? Do que difere em relação ao balão de Erlenmeyer? Corantes, medições, cores primárias e secundárias, moléculas, átomos, reações químicas, mudanças de estado físico, microorganismos, alginato de sódio, entre tantos outros conceitos... Cada passo, cada descoberta. Sorrisos estampados nos rostos, o brilhozinho no olhar. As regras são para cumprir, vamos lá, o dedo no ar! :)

A primeira atividade consistiu na produção de sabonetes com cores e formas diferentes, usando uma fragrância suave e agradável. A segunda atividade resumiu-se a descobrir como se consegue produzir uma massa viscosa para a transformar em pega monstros (as saudades que isto me dá da minha infância!). Por fim, a última atividade. Ah! Bumm, magia! Eis que surge repentinamente uma torre de espuma. E, hora de ir almoçar para de tarde aprender a programar!

"- Temos que trabalhar em equipa!" foi a frase proferida por uma menina de 6 anos, que acompanhei de perto e que me ficou no coração. A equipa do projeto eduScratch dinamizou a atividade de iniciação à programação para os filhos dos funcionários da IBM (foi tão bom voltar a juntar-me à tribo!). As crianças foram descobrindo o scratch de uma forma divertida e lúdica através da construção de um jogo. As sementes foram lançadas e ficou o desafio de criarem contas, com a ajuda dos pais, para partilharem na grande comunidade scratch as suas criações futuras.

Um mega, giga, tera 2017 para todos vocês! 


2016-12-04

O blogue chegou ao Facebook


Criei este blogue no início de 2014.
Precisava (e continuo a precisar) de um espaço meu, para as coisas (pelo menos para algumas) que gosto de fazer (de descobrir) no tempo (cada vez menos) que possuo livre. 
Na altura questionei-me porque havia de ser um blogue e não uma página numa rede social (afinal, já as usava para divulgar os trabalhos que realizava com os meus alunos)...

Porquê um blogue? Porque é algo que fica. E a quantidade de assuntos interessantes e a velocidade de publicação/partilha nas redes sociais fazem com que as publicações "desaparecem" rapidamente. Foi esta a linha de pensamento que me levou a criar o Sensores, luzes e... program(ação)! e que mantenho.

Mas considero que é chegada a altura de levar o meu blogue para as redes sociais, mais concretamente para o Facebook, e complementá-lo com as notícias e ligações com que me deparo diariamente e que considero interessantes. Espero que, a quem a nova página chegar, também o considere e a aproveite!




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2016-11-21

Raspberry Jam


O Raspberry Jam é um evento aberto a todos os entusiastas do Raspberry Pi e em que, de forma colaborativa, se pode conhecer melhor o mini computador, desenvolver competências STEM, partilhar habilidades e criações. O evento permite que todos beneficiem com a experiência uns dos outros e que os projetos apresentados possam inspirar novas ideias. 
Este tipo de eventos, que depressa se espalharam pelo mundo, teve os seus primórdios no Reino Unido e qualquer um os pode organizar.

Por cá o 1.º Raspberry Jam aconteceu no dia 12 de novembro de 2016, dinamizado pelo MILL - Makers In Little Lisbon, e eu fui! :)
Foi uma tarde de convívio onde conheci alguns entusiastas Pi, assisti a apresentações muito interessantes e trouxe para casa novos conhecimentos. Fiquem atentos ao blogue!

Uma foto publicada por Vânia Ramos (@vania.p.ramos) a
@ http://mill.pt/agenda/raspberry-jam/
@ https://www.raspberrypi.org/

2016-10-20

E se...



E se, e se, e se, e se... tantos se's que, por vezes, não podemos deixar de colocar a nós próprios... hoje é um dia de... E se nunca tivesse entrado no ensino?
Vamos voltar atrás no tempo e seguir a linha temporal da minha vida profissional.

O amigo Rui G., que em 1998 trabalhava já há alguns anos, dizia, muitas vezes, que devíamos começar a trabalhar quanto antes. Isto porque as entidades patronais pediam sempre experiência profissional de, no mínimo, 5 anos. Ora, pela lógica, se a entrada no mercado de trabalho fosse coincidente com a entrada na universidade, no fim do curso teríamos o tempo de experiência pedido e mais facilmente poderíamos candidatar-nos a um bom emprego. Contudo, já foi no 3.º ano da universidade, a terminar o bacharelato em Engenharia Informática, que solicitei o estágio profissional ao diretor de curso. 

Fui estagiar no grupo Algébrica, na Avenida da Liberdade em Lisboa, numa empresa de publicações gráficas. Estávamos em 1999. O sítio estava cheio de macintosh e foi onde pela 1.ª vez tive oportunidade de ver e mexer ao vivo naquelas máquinas fantásticas. Fiz de tudo um pouco. Carreguei em braços, entre pisos, computadores, apoiei utilizadores na utilização de várias ferramentas e aplicações, desenvolvi uma base de dados...

Nessa altura comecei a enviar currículos. Não demorou muito até começar a trabalhar na MaxitelCom, uma empresa de telecomunicações em Entre Campos que tentava vingar no mercado nacional. Contrato de 6 meses, óptimas condições [transformando o que ganhava em contos, na altura, para euros verifico que ganhava bem mais do que hoje!] e ofereceram-me formação em Madrid com tudo pago. Larguei o estágio, coloquei a licenciatura para 2.º plano e dediquei-me de corpo e alma ao trabalho [sempre!].

O segundo contrato foi interrompido para entrar nos quadros da empresa. Foram-me dadas funções de responsabilidade: manutenção, parametrização e desenvolvimentos no ERP (enterprise resource planning) da empresa - o OneWorld da JDEdwards - o que implicava trabalhar em equipa com pessoas de todos os departamentos [e ter conhecimentos não só de programação mas de contabilidade e gestão]; integração de informação do sistema de billing (Geneva) no ERP; manutenção do processo de Pré-Seleção do Operador [é, acompanhei de perto o arranque da portabilidade do número de telefone para um diferente operador]; atualização dos indicadores de tráfego de chamadas; apoio e formação de utilizadores...

Algures no ano 2000, recebi um convite da Novabase para integrar a equipa deles. Recusei e mantive-me na MaxitelCom. Tinha medo da mudança [hoje sei que não devemos ter, nunca!]. A MaxitelCom entretanto faliu e eu fiquei no desemprego. Voltei à universidade para concluir a licenciatura, concorri para uma grande empresa de outsourcing, que por razões óbvias vou omitir,  e quando estava prestes a entrar na empresa... o administrador que me entrevistou fez-me uma pergunta em que apenas tinha duas opções: dar a resposta que ele queria ouvir [e estava nos quadros] ou dar a minha resposta [a verdadeira, dita com o coração].

Escusado será dizer o desfecho... jamais irei contra o que acredito e contra os meus valores para agradar a alguém, ou para conseguir o que quer que seja! Jamais [hoje e sempre]!

Fiquei revoltada com a situação e dediquei-me a concluir os estudos. Entretanto o desemprego chamou-me para uma formação de formadores em contexto social. Foi quando conheci a Margarida D. que, um dia após uma autoescopia, me falou nos concursos de professores e me levou à Escola Básica de Aranguez onde entreguei a minha candidatura...

Hoje disseram-me algo que me colocou numa posição semelhante à da entrevista com o administrador da tal empresa de outsourcing... e, mais uma vez, não tive dúvidas sobre o que responder e sobre que atitude tomar. Mas não estou revoltada, simplesmente estou triste. Já não tenho medo da mudança. Ela que venha. Toda a mudança ocorre [acredito!] para que a nossa vida transite para algo melhor.

Mas os se's surgiram e teimam em persistir na minha cabeça.
E se, e se, e se, e se... E se nunca tivesse entrado no ensino? E se tivesse aceite o convite da Novabase? E se tivesse seguido aquela que é a minha profissão e a minha paixão, a programação? E se...

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